Uso clínico
FormatoAutoaplicável

Respondida pelo próprio paciente; pode também ser lida por um aplicador, sem necessidade de treinamento.

JanelaÚltima semana

Avalia a frequência dos sintomas na semana anterior à aplicação.

Duração5 a 10 min

Aplicação fácil, sem dificuldades habituais.

Itens20 itens (0-60)

Cada item de 0 (raramente ou nunca) a 3 (a maior parte do tempo); há versão reduzida de 10 itens.

PúblicoAdultos e adolescentes

Propriedades psicométricas avaliadas em adultos e adolescentes no Brasil.

AcessoDomínio público

Uso livre; desenvolvida no Center for Epidemiologic Studies (NIMH).

Quando usar

Rastreamento de sintomas depressivos em contextos clínicos e epidemiológicos.

  • Usar como triagem breve de sintomas depressivos, adequada à avaliação inicial.
  • Amplamente empregada em estudos clínicos e populacionais.
  • Um escore positivo indica maior risco, não o diagnóstico de depressão.
Como pontuar

Soma dos 20 itens, cada um de 0 a 3, totalizando de 0 a 60.

  • Frequência na última semana: 0 'raramente ou nunca'; 1 'pouco tempo'; 2 'tempo moderado'; 3 'a maior parte do tempo'.
  • Ponto de corte usual de 16 para rastreamento; cortes mais altos (ex.: 24) aumentam a especificidade.
  • A versão reduzida de 10 itens usa ponto de corte de 10 ou mais.
Cuidados de aplicação

Aplicar em ambiente tranquilo, reforçando o período avaliado.

  • Aplicar em ambiente tranquilo e seguro, garantindo o preenchimento de todas as questões.
  • Na aplicação por entrevista, reforçar que o período avaliado é a semana anterior.
  • A autoaplicação é a forma mais utilizada.
Interpretação e limites

Escala de rastreamento; não estabelece diagnóstico.

  • Escores positivos indicam maior risco, não diagnóstico de depressão.
  • A entrevista psiquiátrica detalhada deve suceder a aplicação da escala.
  • Os pontos de corte variam conforme a população e o objetivo (sensibilidade vs. especificidade).
Pontos de corte
0–15Abaixo do ponto de corte usual
16–26Sintomas depressivos clinicamente relevantes
27+Sintomas depressivos elevados
Referências
  • RADLOFF, Lenore S. The CES-D Scale: a self-report depression scale for research in the general population. Applied Psychological Measurement, v. 1, n. 3, p. 385-401, 1977.
  • SILVEIRA, Dartiu X.; JORGE, Miguel R. Reliability and factor structure of the Brazilian version of the Center for Epidemiologic Studies-Depression. Psychological Reports, v. 91, n. 3, p. 865-874, 2002.
  • Capítulo sobre a Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D). In: GORENSTEIN, Clarice; WANG, Yuan-Pang; HUNGERBÜHLER, Ines (org.). Instrumentos de avaliação em saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2016. seção 3.4.
  • AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed., texto revisado. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing, 2022.