Uso clínico
FormatoPreenchido pelos pais

Responde aos itens com base na observação dos pais sobre o comportamento da criança; pode ser aplicado por qualquer profissional de saúde.

FinalidadeRastreamento

Triagem precoce de sinais de autismo, recomendada nas consultas pediátricas de rotina a partir dos 18 meses.

Duração5 a 10 min

Extremamente simples e de baixo custo, adequado à triagem universal.

Itens20 itens (sim/não)

Questões dicotômicas; a etapa de acompanhamento (follow-up) é aplicada aos itens de triagem positivos para reduzir falsos positivos.

Público16 a 30 meses

Crianças pequenas; a intervenção precoce melhora o prognóstico a longo prazo.

AcessoGratuito

Uso livre conforme os termos do site oficial (mchatscreen.com).

Quando usar

Triagem precoce de autismo em crianças pequenas, não diagnóstico.

  • Aplicar na triagem de rotina a partir dos 18 meses, na faixa de 16 a 30 meses.
  • Indicado para detectar precocemente sinais que justifiquem avaliação especializada.
  • A intervenção precoce, possibilitada pela triagem, melhora o prognóstico.
Como pontuar

Conta as respostas de risco; resultado guia a etapa de acompanhamento.

  • Cada item é cotado como de risco ou não, conforme a chave oficial.
  • O escore total classifica o risco em baixo, médio ou alto.
  • No risco médio, aplica-se o follow-up estruturado para confirmar ou descartar o rastreamento positivo.
Cuidados de aplicação

Preenchido pelos pais, com etapa de acompanhamento quando indicada.

  • Garantir que os pais compreendam cada item antes de responder.
  • Aplicar a etapa de acompanhamento (follow-up) sempre que indicada, pois reduz falsos positivos.
  • Usar a versão e a chave de pontuação oficiais.
Interpretação e limites

Rastreamento positivo indica avaliação; não estabelece diagnóstico.

  • Um rastreamento positivo não diagnostica autismo; encaminhar para avaliação diagnóstica.
  • A etapa de acompanhamento melhora o valor preditivo do instrumento.
  • Há versões brasileiras nos tempos verbais presente e passado.
Referências
  • ROBINS, Diana L.; FEIN, Deborah; BARTON, Marianne L. The Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised with Follow-Up (M-CHAT-R/F). [S.l.]: self-published, 2009. Acessar
  • ROBINS, Diana L.; CASAGRANDE, Karís; BARTON, Marianne; CHEN, Chi-Ming A.; DUMONT-MATHIEU, Thyde; FEIN, Deborah. Validation of the Modified Checklist for Autism in Toddlers, Revised with Follow-up (M-CHAT-R/F). Pediatrics, v. 133, n. 1, p. 37-45, 2014. Acessar
  • LOSAPIO, Mirella F.; PONDÉ, Milena P. Tradução para o português da escala M-CHAT para rastreamento precoce de autismo. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 30, n. 3, p. 221-229, 2008.
  • Capítulo sobre instrumentos de rastreamento e avaliação do autismo (CARS, M-CHAT, SCQ). In: GORENSTEIN, Clarice; WANG, Yuan-Pang; HUNGERBÜHLER, Ines (org.). Instrumentos de avaliação em saúde mental. Porto Alegre: Artmed, 2016. seção 10.8.
  • AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed., texto revisado. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing, 2022.